I. Introdução. 2
1. Introdução ao Trabalho. 2
2. II. Detalhes da Apresentação Online. 2
3. III. Análise Exegética de Mateus 18.6-9. 3
II. Esboço da Pregação Expositiva. 5
A. Introdução da Pregação (5 minutos) 5
B. Desenvolvimento da Pregação (15-17 minutos) 5
III. Conclusão da Pregação (4 minutos) 7
IV. Metodologia. 8
IV. Bibliografia Sugerida (Exemplos) 9
I. Introdução
Exemplo Título Sugerido
“Pedras de Tropeço ou Caminhos de Salvação?
Uma Análise Expositiva de Mateus 18.6-9 e Suas Implicações para a Igreja Contemporânea”
1. Introdução ao Trabalho
A. Propósito do Trabalho
Este trabalho visa explorar, através de uma abordagem expositiva, a profundidade e a relevância da passagem de Mateus 18.6-9. O objetivo é compreender o ensino de Jesus sobre o escândalo (tropeço), a seriedade do pecado e a necessidade de medidas radicais para a santidade pessoal, aplicando esses princípios à vida do crente e ao contexto da igreja atual.
B. Contexto de Mateus 18
Breve panorama do capítulo 18 de Mateus, conhecido como o “Discurso do Reino” ou “Discurso sobre a Vida na Comunidade”. Jesus aborda temas como a humildade, o cuidado com os “pequeninos”, o perdão e a disciplina eclesiástica, estabelecendo princípios para a convivência e a pureza da comunidade de fé.
C. Tese (Mensagem Central da Pregação)
A mensagem central de Mateus 18.6-9 nos chama a uma vigilância extrema contra tudo o que possa levar outros, especialmente os mais vulneráveis na fé, a pecar, e exige de nós uma postura radical de autojulgamento e renúncia ao pecado para preservar a nossa própria salvação e a integridade da comunidade.
2. II. Detalhes da Apresentação Online
A. Formato
Pregação Expositiva com auxílio visual (slides simples com o texto bíblico, pontos principais e talvez uma imagem ilustrativa).
B. Plataforma Sugerida
Google Meet, Zoom ou plataforma similar utilizada pelo IBTB.
C. Data e Horário (Sugestão)
A ser definida de acordo com o calendário do IBTB e a disponibilidade do aluno.
Apresentação sempre as quartas das 19h às 20.30h
D. Duração
20-30 minutos (tempo padrão para pregações expositivas, permitindo profundidade sem ser exaustivo).
3. III. Análise Exegética de Mateus 18.6-9
- Contexto Imediato da Passagem
A passagem segue a discussão dos discípulos sobre quem seria o maior no Reino dos Céus (Mt 18.1-5), onde Jesus apresenta uma criança como modelo de humildade. A advertência contra o escândalo é uma continuação direta do cuidado com os “pequeninos”.
B. Exegese Versículo por Versículo
1. Mateus 18.6: “Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.”
- “Escandalizar” (σκανδαλίζω – skandalizō): Significa fazer tropeçar, levar ao pecado, ser uma armadilha, causar queda na fé ou na moral.
- “Um destes pequeninos que creem em mim”: Não se refere apenas a crianças em idade, mas a crentes humildes, novos na fé, ou aqueles que são socialmente marginalizados e vulneráveis. São aqueles que, por sua simplicidade e dependência, são facilmente influenciados.
- “Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha…”: Uma hipérbole que ilustra a extrema gravidade de tal pecado. A “mó de azenha” (pedra de moinho) era pesadíssima, usada para moer grãos. O castigo de ser afogado com ela era uma forma de execução para crimes graves na antiguidade, indicando que a punição divina para quem escandaliza é ainda mais severa do que a morte física.
2. Mateus 18.7: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!”
- “Ai do mundo, por causa dos escândalos”: Reconhece a inevitabilidade do mal e das tentações no mundo caído.
- “Porque é mister que venham escândalos”: Não é uma justificativa, mas uma constatação da realidade do pecado e da oposição ao Reino de Deus.
- “Mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!”: Apesar da inevitabilidade do mal, há uma responsabilidade individual e um juízo severo sobre aqueles que são agentes do escândalo.
3. Mateus 18.8-9: “Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo ou manco, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.”
- “Se a tua mão ou o teu pé te escandalizar… se o teu olho te escandalizar”: Uso de hipérbole para enfatizar a necessidade de medidas radicais contra o pecado pessoal. Mãos, pés e olhos representam ações, caminhos e desejos que podem nos levar ao pecado.
- “Corta-o e atira-o para longe de ti / Arranca-o e atira-o para longe de ti”: Não é uma exortação literal à automutilação, mas uma metáfora poderosa para a renúncia total e imediata a qualquer coisa (hábito, relacionamento, desejo) que nos leve a pecar. A santidade pessoal exige sacrifícios dolorosos.
- “Melhor te é entrar na vida coxo ou manco… com um só olho, do que… seres lançado no fogo eterno / fogo do inferno”: A comparação é entre um sacrifício terreno (ainda que extremo) e a condenação eterna. A vida eterna é infinitamente mais valiosa do que qualquer prazer ou comodidade pecaminosa. O “fogo eterno” ou “fogo do inferno” (γέεννα – Gehenna) aponta para a separação definitiva de Deus e o juízo final.
II. Esboço da Pregação Expositiva
A. Introdução da Pregação (5 minutos)
- Quebra-gelo/Gancho: Iniciar com uma pergunta ou uma breve história que ilustre a ideia de “tropeço” ou “influência”. Ex: “Você já se sentiu responsável por algo que levou alguém a cair? Ou já foi influenciado por algo que o fez tropeçar?”
- Oração: Breve oração pedindo a iluminação do Espírito Santo.
- Leitura do Texto: Mateus 18.6-9 (ler com clareza e reverência).
- Contexto Breve: Relembrar que Jesus está falando sobre a vida na comunidade do Reino, e como devemos nos relacionar uns com os outros, especialmente com os mais vulneráveis.
B. Desenvolvimento da Pregação (15-17 minutos)
Ponto 1: O Valor Inestimável dos “Pequeninos” na Fé (Baseado em Mt 18.6)
- Explicação: Quem são esses “pequeninos”? Por que são tão importantes para Jesus? (Humildes, novos convertidos, vulneráveis, marginalizados).
- Implicação: A responsabilidade de cada crente em proteger e nutrir a fé desses “pequeninos”.
- Advertência: A terrível consequência para quem os faz tropeçar – um juízo mais severo do que a morte física.
Ponto 2: A Inevitabilidade do Escândalo e a Responsabilidade Individual (Baseado em Mt 18.7)
- Explicação: O mundo caído produzirá escândalos. Não podemos evitar que o mal exista.
- Distinção: No entanto, há uma diferença crucial entre a existência do mal e ser o agente do mal.
- Advertência: O “ai” de Jesus sobre aquele por quem o escândalo vem. A responsabilidade pessoal é inegável.
Ponto 3: A Chamada Radical à Santidade Pessoal (Baseado em Mt 18.8-9)
- Explicação: A metáfora da automutilação. Não é literal, mas exige uma ação drástica contra o pecado em nossas vidas.
- Exemplos de “mãos, pés e olhos” que podem nos escandalizar: Hábitos, relacionamentos, entretenimento, pensamentos, ambições.
- Desafio: O que em sua vida precisa ser “cortado” ou “arrancado” para que você não tropece e não leve outros a tropeçar? O custo da santidade versus o custo da condenação.
- A Escolha: A vida eterna é o objetivo final, e qualquer sacrifício terreno vale a pena para alcançá-la.
III. Conclusão da Pregação (4 minutos)
- Recapitulação:
Resumir os três pontos principais: o valor dos pequeninos, a responsabilidade contra o escândalo e a necessidade de santidade radical.
- Chamada à Ação:
- Autoexame: O que em minha vida pode ser uma pedra de tropeço para mim ou para outros?
- Arrependimento: Buscar a Deus por perdão e força para lidar com o pecado.
- Vigilância: Viver de forma a proteger a fé dos “pequeninos” e a honrar a Deus.
- Oração Final:
Orar por arrependimento, santidade e um compromisso renovado com o cuidado mútuo na comunidade de fé.