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6. Epístolas Paulinas

7. Epístolas Pastorais

8. Epístolas Gerais

9. Apocalípse

Anexo





6. Epístolas Paulinas

As Epístolas Paulinas são um conjunto de treze ou quatorze cartas escritas ou atribuídas a Paulo de Tarso, redigidas em grego koiné no século I. Essas cartas são representativas do cristianismo paulino, uma das quatro correntes básicas do cristianismo primitivo que integram o cânon bíblico. Elas abordam questões centrais da fé cristã, como a natureza de Deus, o ministério e obra de Cristo, o papel do Espírito Santo, a doutrina da salvação, eventos futuros e a aplicação da vontade de Deus na vida dos crentes. Além disso, as cartas de Paulo são classificadas em quatro categorias: escatológicas, soteriológicas, da prisão e pastorais. Vale ressaltar que essas cartas são alguns dos mais antigos documentos cristãos existentes.

As epístolas paulinas escritas a diversas igrejas e indivíduos no primeiro século. Elas abordam temas fundamentais da teologia cristã, como a salvação pela fé, a graça de Deus, a vida em comunidade, e a ética cristã. As epístolas incluem cartas como Romanos, Coríntios, Gálatas, Efésios e Filipenses, entre outras. Essas obras são cruciais para o entendimento da doutrina cristã, influenciando profundamente a teologia e a prática da Igreja ao longo dos séculos, e continuam a ser estudadas e aplicadas pelos cristãos em todo o mundo.

Divisões das Epístolas Paulinas

As epístolas paulinas seguem uma estrutura literária bem definida, típica das cartas da época, mas adaptada por Paulo para transmitir suas mensagens teológicas e pastorais. Em geral, cada epístola começa com uma introdução que inclui uma saudação, onde Paulo se identifica, menciona seus coautores (se houver) e saúda os destinatários com bênçãos de graça e paz. Segue-se uma ação de graças ou oração, onde Paulo expressa gratidão a Deus pela fé e vida dos destinatários, estabelecendo um tom positivo.

O corpo da carta é a seção principal, onde Paulo aborda os temas centrais de sua mensagem, como doutrina, exortações éticas e instruções práticas. Ele combina ensinamentos teológicos com conselhos específicos para as situações enfrentadas pelas igrejas ou indivíduos aos quais escreve. Essa seção varia em conteúdo conforme as necessidades dos destinatários, mas sempre reflete a preocupação pastoral de Paulo.

As epístolas terminam com uma conclusão, que frequentemente inclui pedidos de oração, saudações pessoais a indivíduos nas comunidades, e uma bênção final. Muitas vezes, Paulo encerra suas cartas com uma expressão de fé ou um desejo de graça para os leitores. Essa estrutura clara e bem organizada permite que Paulo comunique suas mensagens de maneira eficaz e pastoral, adaptando o conteúdo às necessidades específicas das igrejas e comunidades que ele estava orientando.

Importância: As epístolas paulinas são de fundamental importância para a compreensão do cristianismo, pois:

Possuem:

Principais Epístolas:

Especificações:

Romanos

  1. É a maior de todas as epístolas;
  2. Paulo dá o padrão (modelo) das suas epístolas: Saudação, Agradecimento, Doutrina, Dever, Saudação, Bênção;
  3. É a epístola mais formal e que não contém nenhuma admoestação motivada por erro específico;
  4. Pode ser considerada a “Constituição da Vida Cristã”.
  5. Possui um clima/cena de tribunal.

I Coríntios

  1. É uma das cartas paulinas mais práticas;
  2. Apesar de tantos dons, a igreja estava dividida e repleta de problemas;
  3. É uma das cartas mais lógicas e ordenadas do N.T..
  4. A frase “a respeito de” ou “quanto a” introduz novos assuntos;
  5. Liberdade cristão não é libertinagem.

II Coríntios

  1. Talvez seja a mais pessoal e mais emocional;
  2. É a que contém menos estrutura e menos doutrina;
  3. Paulo revela a sua angústia através do estilo usado no livro;
  4. Há duas epístolas paulinas perdidas (?);
  5. Paulo recebe diversas acusações falsas de seus inimigos;
  6. O livro termina com a bênção que atualmente termina a maioria dos cultos.

Gálatas

  1. É a única carta escrita para um grupo de igrejas;
  2. Gálatas e Romanos possuem muitos temas em comum (Justificação pela graça e não pela lei, etc.);
  3. Defende a autoridade apostólica de Paulo;
  4. A carta não contém ações de graças e nenhuma palavra de recomendações
  5. Adverte repetidas vezes outros evangelhos;
  6. Liberdade não significa antinominalismo.

Efésios

  1. É a mais impessoal de todas as cartas de Paulo;
  2. Explica a natureza da nossa luta contra o inimigo;
  3. Dá a filosofia de ministério dos líderes da igreja;
  4. Temas: igreja, dons espirituais, oração, graça, paz, etc..

Filipenses

  1. É a carta mais afetuosa das epístolas paulinas;
  2. A igreja mandou ajuda material (financeira) para Paulo duas vezes em Tessalônica;
  3. Não contém nenhuma citação direta do A.T.;
  4. Foi em Filipos que o Evangelho entrou na Europa;
  5. Contém o resumo da filosofia de vida de Paulo;
  6. Temas: Unidade, humildade, amor, alegria, evangelismo e oração;

Colossenses

  1. É semelhante a Efésios (o Corpo da Cabeça)

2. O livro de maior ênfase à pessoa de Cristo do N.T.

3. Não há nenhuma citação do A.T.

I Tessalonicenses

  1. Não há nenhuma citação do A.T.;
  2. Mesmo o ministério ser novo Paulo ensinou muito sobre escatologia;
  3. Cada capítulo termina com uma mensagem a respeito da volta do Senhor;
  4. Confusão a respeito da 2ª  vinda de Cristo levou alguns a abandonar seu emprego;

II Tessalonicenses

  1. Não há nenhuma citação do A.T.;
  2. É a menor das epístolas às igrejas;
  3. I,IITs refere-se a quase todas as doutrinas centrais da fé cristã;
  4. I,IITs são dois dos maiores trechos escatológicos no N.T.; veja comparações:

I Timóteo

  1. É uma carta semelhante a de Tito;
  2. I,II Tm e Tt são as únicas epístolas escritas a um único indivíduo;
  3. Talvez Timóteo combateu uma heresia semelhante a que Paulo combateu em Colossenses;
  4. ITm e Tt é um manual de cuidados pastorais;
  5. Falsos mestres;

II Timóteo

  1. É ao mesmo tempo uma das caras mais triste e vitoriosa da Bíblia;
  2. É a última das epístolas de Paulo antes de morrer;
  3. Paulo garante a expansão do Evangelho através do discipulado;

Tito

  1. Enfoca o trabalho do pastor de igreja (assim como I Tm);
  2. Tito faz um trabalho em Creta, uma cidade moralmente com baixa reputação;
  3. É o manual da doutrina cristã;
  4. Temas: boas obras, sã doutrina, graça.

Filemon

  1. Provavelmente a igreja se reunia na casa de Filemon;
  2. Não contém nenhum ensino teológico declarado;
  3. É uma carta mais prática do que doutrinária.


São três as pastorais: I,IITimóteo e Tito. O título “pastorais” só passou a ser usado para designar tais epístolas, no século XVIII. “São escritos sobre disciplina eclesiástica, preocupando-se com a situação espiritual e material da Igreja”.

As Epístolas Pastorais (1 e 2 Timóteo e Tito) constituem um conjunto de cartas escritas por Paulo de Tarso, com o objetivo de equipar e orientar líderes da igreja primitiva, especialmente Timóteo e Tito, em suas responsabilidades pastorais. Essas cartas possuem uma importância singular para a compreensão da fé cristã e para a vida da igreja ao longo dos séculos.

Por que as Epístolas Pastorais são importantes?

  1. Orientação para a liderança: As epístolas oferecem diretrizes claras sobre a qualificação, os deveres e as responsabilidades dos líderes da igreja.
  2. Preservação da sã doutrina: Paulo enfatiza a importância de proteger a igreja contra falsas doutrinas e heresias, incentivando a adesão à sã doutrina apostólica.
  3. Modelo de discipulado: As cartas demonstram o processo de discipulado, mostrando como Paulo transmitia sua fé e ensinamentos aos seus colaboradores.
  4. Relevância para a vida da igreja: Os temas abordados nas Epístolas Pastorais, como a ordem na igreja, a conduta moral dos cristãos e a importância da sã doutrina, são relevantes para a igreja em todas as épocas.
  5. Complemento ao ensino paulino: As Epístolas Pastorais complementam o ensino de Paulo em outras cartas, oferecendo uma visão mais profunda sobre temas como a liderança, a organização da igreja e a vida espiritual.

Em resumo, as Epístolas Pastorais são um guia valioso para a igreja, tanto para os líderes quanto para os membros. Elas nos ajudam a entender a importância da sã doutrina, da liderança bíblica e do discipulado. Ao estudar essas cartas, podemos crescer em nossa fé e contribuir para o fortalecimento da igreja de Cristo.

Despertou a atenção de historiadores e de críticos textuais, por dois motivos. Para pastores: contêm orientações para a administração eclesiástica; conduta pastoral; encorajamento, advertências.

ano        fato biográfico

1             – Nascimento

34          – Conversão

45          – Visita durante período de fome à Jerusalém

46-48     – Primeira viagem missionária

49          – Concílio de Jerusalém

49-52     – Segunda viagem missionária

53-57     – Terceira viagem missionária

57          – Aprisionamento em Jerusalém

57-60     – Aprisionamento em Roma

61-63     – Primeiro aprisionamento em Roma

64-65     – Quarta viagem missionária (visita à Espanha)

66-67     – Segundo aprisionamento em Roma

67          – Morte

Data      Carta                Local

49          Gálatas                       Antioquia (Síria)

51          ITessalonicenses        Corinto

51/52     IITessalonicenses       Corinto

55          ICoríntios                    Éfeso

56          IICoríntios                   Macedônia

57          Romanos                    Corinto

61-62     Filemom                     Efésios

Filipenses, Colossenses             Roma (1º aprisionamento)

64          ITimóteo e Tito           Período de liberdade

67/68     IITimóteo                    Roma (2º aprisionamento)

  As versões Latina e Siríaca, em meados do segundo século, incluíram as pastorais como de Paulo. Policarpo as conhecia, o que se deduz de referências de sua carta aos Filipenses, no mais tardar, escrita em 135 d.C. Após o segundo século, a confirmação da autoria paulina tornou-se normal para quase todos os pais da Igreja: Irineu, Clemente de Alexandria, Tertuliano. Citadas como paulinas no Cânon Muratoriano e por Eusébio.

  A autoria paulina é reivindicada na carta, nas saudações de cada uma das pastorais. Tanto em I, IITimóteo a autoria paulina está evidente nas constantes referências pessoais à vida do apóstolo (ITm. 1:11-16; 2: 7; IITm. 1:3, 11, 12, 15-18). Há, nas cartas, os mesmos traços do caráter de Paulo vistos nas epístolas anteriores.

As primeiras epístolas de Paulo tinham estilo mais vigoroso, mais explosivo, mais incisivo. Mas, para alguns estudiosos, a idade avançada o tornara mais suave. Termos especiais – Alguns termos especiais usados nas pastorais, que formam um vocabulário teológico e eclesiástico, não são usados em outros escritos paulinos.

Expressões paulinas ausentes

Muitas expressões e termos comuns nos escritos de Paulo estão ausentes nas pastorais, ou aparecem ali poucas vezes. Exemplos:

As diferenças de vocabulário e de estilo são causadas pelos temas abordados e tendo em vista, as pessoas endereçadas. Deve-se levar em consideração as alterações causadas no estilo de um escritor por causa do meio ambiente, mais idade, mais experiência e a própria passagem do tempo.

Uma outra possibilidade de que as divergências de estilo tenham se originado pelo uso de amanuenses. Paulo teria lhes dado liberdade no uso da linguagem.

Têm-se dito que as pastorais refletem uma estrutura eclesiástica mais bem organizada do que aquela desenvolvida, durante a vida de Paulo.

Timóteo

Significado do nome: aquele que honra a Deus. Filho de um casamento misto: pai grego e mãe judia, At 16:1; IITm. 1:5. Sua avó e mãe o educaram nas Escrituras, IITim 3:15. Nascido em Listra. Deu bom testemunho em Listra e em Icônio, At 16:2.Talvez tenha se convertido na primeira viagem missionária de Paulo. Foi testemunha ocular dos sofrimentos do apóstolo, IITim 3:11. Juntou-se a Paulo e Silas na segunda viagem missionária, talvez em substituição a João Marcos. (At 15:36). Foi circuncidado, por causa dos judeus (At 16:3), e ordenado pela imposição de mãos do presbitério. Foi companheiro e colaborador de Paulo em seis cartas: I,IITs, IICo, Fp, Cl. e Fl. Compartilhou do mesmo ponto de vista do apóstolo, Fp. 2:20. Desempenhou importantes tarefas na igreja. Veja ITs 3:2-6; ICo. 4:17; 16:10; Fp 2:19-23. Era considerado por Paulo como um colaborador, filho amado e fiel em Cristo, Rm 16: 21 e ICo 4:17.

Em relação a Timóteo pessoalmente, o tema da 1ª carta é “combater o bom combate” (1:18). Em relação à igreja como um corpo, o tema é “a conduta na casa de Deus”  (3:15). Assuntos importantes discutidos na epístola incluem a lei (1:7-11), oração (2:1-8), traje e atividades das mulheres (2:9-15), qualificações para os bispos, presbíteros e diáconos (3:1-13), os últimos dias (4;1-3), o cuidado para com as viúvas (5:3-16), e o uso do dinheiro (6:6-19).

Os assuntos importantes discutidos na 2° epistola são: à chamada de um soldado de Cristo (1:8-18), o caráter de um soldado de Cristo (2:1-26), o cuidado de um soldado de Cristo (3:1-17), o comando de um soldado de Cristo (4:1-5), o consolo de um soldado de Cristo (4:6-18).

Tito

Sabe-se pouco sobre ele. Não é mencionado em Atos. Parece ter sido um convertido através do ministério de Paulo. Era gentio (Gl. 2:1-3), antigo cooperador de Paulo. Acompanhou Paulo à Jerusalém por ocasião do concílio apostólico (At 15:2; Gl 2:1-3). A ele, Paulo confiou a entrega de uma carta aos Coríntios, II Co. 2:3-13; 7:6-16, e coleta dos donativos dos coríntios para Jerusalém, IICo. 8:6-6-24. Os assuntos importantes discutidos na epistola são: A necessidade e qualificações dos presbíteros na igreja (1:5-9), os falsos mestres (1:10-16), os deveres dos ministros (2:1-10), a demonstração de boas obras (3:1-11).



Chamam-se Epístolas Católicas (ou Epístolas Universais) às cartas do Novo Testamento que vão de Tiago a Judas. Com exceção de II,IIIJoão, é difícil determinar a quais problemas específicos, se é que existiam, estas cartas pretendiam tratar, nem fica claro se elas foram escritas para destinatários em especial. Por estas razões, são freqüentemente chamadas de “Epístolas Gerais”. Em sua forma, e também no conteúdo, se parecem mais a epístolas filosóficas do que a uma correspondência comum.

A questão do grau de influência que as cartas de Paulo exerceram na escolha desta forma literária por outros apóstolos está, atualmente, sendo examinada. Isto, pelo menos, é certo: a epístola tornou-se uma forma importante de comunicação escrita cristã, não somente para os autores dos últimos livros do Novo Testamento, mas também para os “Pais da Igreja”, tais como Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma.

As cartas de Tiago, Pedro, João e Judas, bem como a Epístola aos Hebreus, todas têm diferenças significativas quando comparadas às cartas paulinas. Como regra geral, não seguem as convenções formais das cartas helenistas tão de perto quanto Paulo. Hebreus e I João não têm abertura formal, e também I João e Tiago não têm um exemplo claro das saudações usuais de encerramento.

Hebreus

A carta aos hebreus, foi escrita para um povo que tinha a lei com os seus cerimoniais como o melhor de tudo, agora o autor mostra de uma forma literária aprimorada como Jesus é superior, como a sua obra é superior e como segui-lo pela fé é superior.

A origem desta carta é desconhecida, apesar de muitas suposições não dispomos de nenhuma dado que nos possa dar algum fundamento para algum dos nomes apontados. No entanto e olhando para o conteúdo do livro, percebemos que seria de certo alguém que conhecia bem a lei e a história dos hebreus, certamente um judeu conhecedor das escrituras.

Pelo que podemos apurar, esta carta foi escrita a crentes que receberam testemunho de pessoas que estiveram com Cristo, crentes com algum tempo, que já tinham suportado algumas dificuldades, mas agora corriam sérios perigos ao ponto de poderem vir a perder a fé.

Tiago

No Novo testamento encontramos quatro “Tiagos”, qual deles escreveu este livro? Tiago pai de Judas (não Iscariotes) aparece duas vezes (Lc 6:16; At 1:13), mas a única referência que encontramos quanto a este Tiago é que era pai de Judas. Um outro, Tiago filho de Alfeu, aparece como um dos doze apóstolos, mas depois de Atos 1:13, não volta a aparecer. Uma das hipóteses que tem sido levantada é que poderia ter sido Tiago irmão de Jesus e o outro foi Tiago irmão de João.

— A tradição geral da igreja identifica o autor da epístola com Tiago irmão do Senhor. Ele foi o líder da igreja em Jerusalém e quem presidiu ao primeiro concílio (At 12:7;15:13-29). O tom de autoridade da epístola está de acordo com a posição elevada do autor na igreja.

Tiago apresenta um desafio aos crentes primitivos, levando-os a desenvolver uma fé genuína. Ao contrário de algumas cartas Paulinas, Tiago não tinha a intenção de apresentar uma carta de ensino doutrinário, mas, antes uma carta orientada para a prática da vida cristã, não apresenta um desafio para os crentes acreditarem mas antes para viverem o que dizem acreditar.

I, IIPedro

O contexto desta carta, foi a grande perseguição que o imperador Nero moveu contra os cristão  entre 64 – 67 d.C. (? IIPe, mais tardar 125 d.C.). A igreja já tinha experimentado persiguições das autoridades locais e de grupos religiosos, mas agora experimentava uma perseguição, vinda diretamente do topo da pirâmide do império. Agora neste contexto, certamente que Pedro lembrou-se das palavras do Mestre: “… e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.”

Esta carta é iniciada lembrando a fé do cristão, lembrando o que Cristo fez na sua vida e a vida de santidade que deve existir, depois passa por uma exortação à santidade prática, quotidiana, para com os governantes, nos negócios, no casamento e em toda a vida. Por fim Pedro deixa algumas dicas, acerca de como o crente se deve comportar no meio do sofrimento.

Pedro continua na segunda carta, se é certo que a perseguição estava fazer grandes baixas entre o povo de Deus, a apostasia estava-se a tornar mais mortífera do que a perseguição. Pedro agora já não sente que o ânimo no meio do sofrimento é o que mais falta à igreja pois havia uma necessidade muito urgente a de advertir os crentes contra as falsas doutrinas que se estavam a entranhar no seio da igreja de Cristo e a levar alguns a apostatar da fé.

Pedro começa então a colocar novamente os fundamentos da fé e a desafiar os crentes para que cresçam neles, logo a seguir dá uma forte vacina contra os falsos mestres e termina com um desafio, Cristo está para chegar, a dificuldade vai-se intensificar mas vamos ficar firmes para podermos subir.

I, II, III João

Segundo a tradição antiga, João viveu em Jerusalém onde cuidou de Maria mãe de Jesus até que ela partiu. Após a destruição de Jerusalém ter-se-á radicado em Éfeso.

Agora com um coração doce e meigo, como era o de João, ele escreve três cartas repletas de amor.

Na primeira carta, fala da comunhão. Ele queria que os seus leitores não desfrutasse apenas do gozo de terem comunhão uns com os outros mas que pudessem ter também comunhão com Deus, advertindo-os para isso que não pequem.

Enquanto a primeira carta é dirigida à igreja no seu todo, a segunda carta dirige-se a um membro em particular, uma senhora e era propósito do apóstolo prevenir a virtuosa senhora de hospedar em sua casa os falsos mestres.

Na terceira carta, João escreve a Gaio, um crente fiel. Neste dias existiam vários evangelistas itinerantes que viviam sem salário. Diótrefes um líder da igreja, que ao que parece dispunha dela abusivamente, recusou hospedar estes servos de Deus, pelo contrário Gaio, recebeu-os em sua casa. Por isso João escreve a agradecer a sua generosidade e serviço a Deus, advertindo-o a que continue e prometendo chamar a atenção de Diótrefes, quando for pessoalmente.

Judas

Judas, não escreveu o que queria, pois desejava escrever sobre a salvação.

1. O caráter cristão judaico da epístola. Esta carta reflete grandemente o meio social do cristianismo judaico do primeiro século, como era de se esperar de um autor como Judas. Entre as evidências para a origem judaica do autor temos as suas muitas referências ao Antigo Testamento (mesmo que não o cite diretamente), a sua familiaridade com a tradição apócrifa judaica, e a sua forte preocupação ética.

2. Denúncia dos falsos mestres. Judas enfrenta uma ameaça semelhante à que é combatida em 2 Pedro—falsos mestres que estavam usando a liberdade cristã e a livre graça de Deus como licença para a imoralidade (v. 4; cf. 2Pe 2.1-3). A maior parte da epístola (vs. 4-19) se dedica à severa denúncia dos falsos mestres com a finalidade de impressionar os leitores com a seriedade desta ameaça. Mas a estratégia de Judas é mais do que somente uma oposição negativa. Ele exorta aos seus leitores para que cresçam no conhecimento da verdade cristã (v. 20), para que tenham um testemunho firme pela verdade (v. 3), e para que procurem resgatar aqueles cuja fé estava hesitante (vs. 22, 23). Esta receita para confrontar erros espirituais é tão eficaz hoje quanto o era quando foi escrita.



9. Apocalípse

O livro de Apocalipse, também conhecido como Revelação, é o último livro do Novo Testamento e da Bíblia, atribuído ao apóstolo João durante seu exílio na ilha de Patmos. Escrito em um estilo apocalíptico, o livro é repleto de simbolismos, visões proféticas e linguagem figurada, revelando eventos futuros relacionados ao fim dos tempos, o julgamento final e o triunfo definitivo de Cristo sobre o mal. Apocalipse contém mensagens de encorajamento para as igrejas perseguidas, reafirmando a soberania de Deus e a esperança na vitória final dos justos. Ele descreve visões de selos, trombetas e taças de julgamento, a batalha final entre o bem e o mal, a segunda vinda de Cristo, e a criação de novos céus e nova terra, onde não haverá mais dor ou morte. O livro é complexo e amplamente interpretado de várias maneiras ao longo da história, mas sua mensagem central é a esperança no cumprimento das promessas divinas e a restauração final da criação.

O livro do Apocalipse de João, escrito na Ilha de Patmos, consiste em duas partes principais:

1. Relata “as coisas que são”. O estado da Igreja da época, e contém a epístola de João às sete igrejas, o seu relato sobre a manifestação do Senhor Jesus e sua ordem para que o apóstolo escrevesse o que havia visto (Ap 1.9-20). Contém os sermões ou epístolas às sete igrejas da Ásia, que referem-se ao estado das respectivas igrejas como existiam na época. Essas canas contêm excelentes preceitos, exortações, recomendações, repreensões, promessas e ameaças aptas para instruir a Igreja cristã de todos os tempos.

2. Contém uma profecia das coisas que breve devem acontecer, e descreve o futuro estado da Igreja, desde a época em que o apóstolo contemplou as visões aqui registradas. Foi concebida para o nosso aperfeiçoamento espiritual, para advertir o pecador descuidado, para mostrar o caminho da salvação ao que, despertado, pergunta para edificar o crente fraco e consolar o cristão aflito e tentado; podemos acrescentar especialmente que este livro fortalece os mártires de Cristo submetidos às cruéis perseguições e sofrimentos infligidos por Satanás e seus seguidores.

As Sete Congregações da Revelação, também conhecidas como as Sete Congregações da Ásia Menor, são as Congregações das cidades mais importantes desta região no início do cristianismo, mencionadas no livro do Apocalipse (Apocalipse 2 e 3). Atualmente, todas as ruínas destas antigas cidades encontram-se na Turquia. No Apocalipse, Jesus Cristo instrui a João.

Éfeso

Seu nome significa desejável, sua localização era um ponto importante tanto militar como comercial. Éfeso era a maior cidade da costa oeste da Ásia Menor. Como um centro de comércio marítimo e rodoviário da região, Éfeso era uma próspera comunidade urbana. No final do século I d.C. era a quarta maior cidade do Império Romano. Os romanos fizeram de Éfeso o centro administrativo da província da Ásia. O governador e outros oficiais de Roma entravam na província através do porto e conduziam muitos dos seus negócios na cidade. Renomados santuários religiosos, como o espaçoso teatro, e elegantes prédios públicos deram a Éfeso uma lugar integral na vida cultural de toda região. Na metade do século I d.C., Paulo trabalhou em Éfeso por diversos anos.

Esmirna

Esmirna era a principal cidade que disputava com Éfeso e Pérgamo a fama de ser chamada de maior cidade da Ásia. Ruas e edifícios se estendiam através do litoral que circundava as montanhas. Fontes emanavam com águas do aqueduto da cidade. Um teatro ficava numa das áreas mais altas da cidade e de lá se contemplava a parte mais baixa da cidade. Esmirna reivindica o título de berço do poeta Homero e construiu um relicário em sua honra. Uma biblioteca, ginásios, termas e um estádio contribuíam para a vida cultural de Esmirna. A cidade atraiu oradores, como Apolônio de Tiana no primeiro século, e outros renomados, no segundo século.

Pérgamo

Pérgamo foi a maior cidade no oeste da Ásia Menor nos tempos do Novo Testamento. Pérgamo foi a primeira cidade do Império Romano a construir um templo dedicado ao Imperador Domiciano. Está situada em um espaçoso vale, a 26 quilômetros do mar Egeu, naquilo que é hoje a Turquia. Séculos antes de Cristo, Pérgamo foi a capital de um império independente (ver Dinastia Atálida). Seus templos impressionantes, biblioteca e recursos médicos fizeram de Pérgamo um renomado centro cultural e político. No tempo em que o Apocalipse estava sendo escrito, Pérgamo tornou-se parte do Império Romano, mas por causa da localização e importância, os romanos usaram-na como centro administrativo da província da Ásia.

Tiatira

Tiatira era um centro comercial na Ásia Menor (moderna Turquia). Estava localizada num fértil vale no qual passavam rotas de comércio. Embora destruída por um terremoto durante o reino de Augusto (27 a.C. a 14 d.C.), Tiatira foi reconstruída com a ajuda romana. Produtos têxteis eram os mais importantes em Tiatira . Uma das comerciantes de roupas da cidade era uma mulher chamada Lídia, que conduzia negócios em lugares distantes como Filipos.

Sárdis

Sárdis foi uma das cidades legendárias da Ásia Menor, onde hoje é a Turquia. No século VII a.C., Sárdis foi a capital da Lídia. Ouro foi encontrado no rio próximo de Sárdis e reis que moravam lá foram renomados por sua riqueza. O Império Sassânida capturou Sárdis no século VI e fez dela um centro administrativo para a parte oeste do seu império. A famosa “estrada real” conectava Sárdis com outras cidades do leste. Nos tempos do Novo Testamento, Sárdis foi parte da província Romana da Ásia.

Filadélfia

Filadélfia fica num vale aos pés de um platô montanhoso. A parte de baixo e escura, no centro da imagem, mostra a área da antiga cidade. Os reis de Pérgamo fundaram Filadélfia como um posto avançado do seu reino no século II a.C. A cidade estava localizada ao longo de uma importante estrada de viagem que ligava Pérgamo ao norte com Laodiceia ao sul. Nos tempos do Novo Testamento, Filadélfia fazia parte da província Romana da Ásia. A cidade foi devastada por um terremoto em 17 d.C. e por um tempo as pessoas viveram com medo de tremores. Filadélfia foi reconstruída com ajuda do imperador Tibério. O nome Filadélfia significa amor fraternal.

Hoje é ocupada pela cidade turca Alasehir, situada a 130 km ao leste de Esmirna.

Laodiceia

Laodiceia fica no principal cruzamento de estradas dos vales da Ásia Menor, no que é hoje a Turquia. A cidade estava situada numa montanha que dava para um vale fértil e majestosas montanhas. Nos tempos romanos, a cidade era um importante centro de administração e comércio. As questões de justiça da região eram ouvidas em Laodiceia e fundos eram depositados nos bancos da cidade para segurança. Embora danificada por terremotos durante o reino de Augusto e novamente em 60 d.C., a cidade continuou reconstruindo e prosperando. Antigamente, a água da cidade vinha de aquedutos das fontes termais ao sul da cidade. Até chegar em Laodiceia, a água ficava morna.



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Grade Teologia Médio I, II

. Liberação do módulo na sequência da conclusão do módulo anterior
. Duração Curso 7 meses (Máximo 10 meses)
. Pode sofrer alteração das disciplinas

Módulo I

  1. Sociologia da Religião 30h
  2. História do Cristianismo I – Antigo e Medieval 30h

Módulo II

  1. Hebraico I 30h
  2. Teologia Bíblica II 30h

Módulo III

  1. Hermenêutica Bíblica 30h
  2. Língua Portuguesa + Homilética II 30h

Módulo IV

  1. Ética Cristã II e Bioética 30h
  2. Antropologia Cultural 30h

Módulo V

  1. Teologia Sistemática I: Profetas e Reis 30h
  2. Contexto e ambiente do N.T 30h

Módulo VI

  1. Filosofia da Religião 30h
  2. Teologia Paulina 30h

TPA- Trabalho Prática Acompanhada-Conclusão.. 30h

por TeoPrProf Sergio Valentin Grizante