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Introdução

1. Cristologia

2. Conceito de Jesus Histórico

3. A pessoa de Cristo: Sua Humanidade

4. A Pessoa de Cristo: Sua divindade

5. O Verbo “LOGOS”

6. Entender a Divindade de Cristo

7. Heresias

8. As Profecias a Respeito de Jesus



A fé cristã não limita a atuação de Jesus ao passado, nem apenas nutre a expectativa da vinda do reino escatológico. Crê, em sua atuação presente junto aos seus e à sua Igreja fundamentada. A atual de intercessão junto ao Pai e de autoridade sobre a comunidade cristã, como cabeça a dirigir os movimentos e ações do corpo de Cristo.

O estudo da cristologia há muito se acha dividido entre duas correntes principais, no que diz respeito aos pressupostos da pesquisa e à metodologia aplicada.

A dogmática, a partir da exegese escriturística, estrutura os dados relativos à pessoa e à obra do Cristo sobre um alicerce bíblico-histórico-filosófico, ao moldar os dados da revelação com determinadas estruturas de pensamento e de rigor lógico e coerente.

Em Cristologia, aprendemos a Doutrina de Jesus Cristo. Chamamos de Cristocêntrico aquele que é o “centro” de todas as coisas, e é abordar a natureza humana e divina de Jesus Cristo, seus ofícios como: profeta, sacerdote e Rei, além das suas obras a defender com todo empenho.

O objetivo é oferecer a verdadeira identidade de Cristo como revela a Palavra de Deus, denunciando as ideias errôneas dos céticos e dos cultivadores da heterodoxia[1]. Possuir através dos estudos caráter apologético defendendo a Cristologia bíblica, no uso de termos cristológicos (Cristo é o centro), a profundidade no estudo do sacerdócio de Cristo de maneira sistemática e descrevendo passagens bíblicas alusivas à temática que fará desta obra um valioso compêndio, indispensável para todo aquele que deseja conhecer mais a respeito de Cristo.

O estudo da Doutrina de Cristo implica em conhecer, mais do que um fundador de uma grande religião, Jesus o messias que Israel rejeitou; a Raiz de Davi, a Luz que brilhou nas trevas do mundo gentio. Sua divindade, Sua humanidade, Seu esvaziamento, Sua morte e Ressurreição. Jesus Cristo é a figura central da história do mundo.

Os impactos da pessoa de Cristo na história e culturas humanas: um divisor de datas na história do ocidente; uma civilização assim chamada “cristã”; guerras e conflitos em nome de Cristo; valores cristãos; a cruz como um símbolo universal de morte, etc.

Jesus Cristo deve ser a figura central na vida de todo indivíduo que crê. Os impactos da pessoa de Cristo na vida dos crentes: interior (salvação, perdão, regeneração, justificação, novos valores, etc.) e exterior (mudança de atitudes, nova identidade).

Não existe cristianismo sem Cristo: não é uma religião, mas um modo de vida cuja proposta básica é “Cristo em vós, esperança da glória” (Cl 1.27).

A maior diferença entre um cristão nominal e um cristão autêntico é que para este, Jesus é uma realidade existencial. O cristianismo não é medido pelo seu efeito coletivo, mas pela presença de Jesus na vida do indivíduo. Não nas obras que faço mas no que aquele que crê verdadeiramente em espírito e verdade.

Não existe comparação entre Jesus Cristo e os fundadores das outras grandes religiões; Confúcio, Buda, Maomé, kardeck, Xavier, Papas e outros…todos morreram propondo ao homem um caminho para encontrarem a verdade ou para se tornarem em divindade, mas só Jesus diz “eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6), só Jesus se intitula o próprio Deus (Jo 10.30).

A base do cristianismo é a Palavra de Deus (Lc 24.27) é o primeiro ato de proclamação e apresentação de Jesus com base na Palavra), onde Jesus é o tema central da mensagem transmitida pelos e para os homens.

a) Pelos profetas (At 10.43, 3.21).

b) Pelos apóstolos (At 5.42)

c) Para os judeus (At 17.1-3)

d) Para os samaritanos (At 8.5)

e) Para os gentios (GI 1.15-16, Ef 3.8).

f) Para o homem de hoje (Mc 16.15, 1Co 15.1-4).



A Cristologia é uma das disciplinas da Teologia. Deste modo, como a Teologia, é um estudo diferente das outras formas de pesquisa científicas ou filosóficas. O ponto de partida da Teologia é a fé. Assim sendo, os dados, as informações que a Teologia trabalha são fornecidos por este compromisso pessoal e gratuito que chamamos de fé. Mas isto não impede que se possa pensar a fé. Esse é, de fato, o esforço da Teologia: analisar, à luz da razão, os elementos de nossa fé. Para isso, a Teologia utilizará todas as informações e métodos que nos são fornecidas pelas ciências, pelas modernas reflexões filosóficas, pelos estudos lingüísticos, etc.

A Cristologia busca, então, “compreender” o mistério do Cristo a partir das fontes da fé em Jesus Cristo.

Portanto, a Cristologia não é, apenas, o estudo de Jesus enquanto homem. A este estudo podemos chamar de ―Jesulogia. A Cristologia é a reflexão sobre a fé que professamos em Jesus como Cristo, como Servo de Deus, como Filho de Deus. Assim a Cristologia deve considerar e conhecer o Jesus histórico e espiritual, pois nossa fé se concentra num homem concreto, verdadeiro, que existiu historicamente e divinamente concedido como Messias. A cristologia tem por dever ser teologia e antropologia antes de ser cristologia (Gesché, p. 18).

Conhecemos Jesus somente através de testemunhas que afirmavam tê-lo visto pessoalmente pregando o Reino, realizando sinais, morto e, enfim, ressuscitado. Essas testemunhas morreram por causa de seu testemunho deram suas vidas como garantia da verdade de suas palavras.

O testemunho dessas pessoas encontra-se hoje consolidado no Novo Testamento. Por isso, o Novo Testamento é a fonte fundamental para o estudo da Cristologia.

“O primeiro dever de uma cristologia, portanto é pensar Cristo, mas pensar o que Cristo pensou, disse e fez, não anunciar Jesus, mas anunciar quem ele anuncia”.

A Cristologia refere-se ao estudo referente a Jesus Cristo sua pessoa e sua obra. Tratar-se das temáticas da teologia sistemática como passagens bíblicas essenciais referentes à temática, bem como o dilema do porquê da morte de Jesus na cruz. Lemos em Jo.1:14 que o Verbo se fez carne. Não devemos entender com isso que o Verbo foi transformado em carne ou misturado com carne, e sim que escolheu para Si mesmo um templo formado pelo ventre de uma virgem, no qual habita e que Aquele que era o Filho de Deus ficou sendo o Filho do Homem, não pela confusão da substância, mas sim pela unidade de pessoa.



No período compreendido entre 1774 a 1778, foi iniciada a procura do Jesus Histórico. Muitos estudiosos questionava a tradicional forma de apresentar Jesus na Igreja e no Novo Testamento. Para ele Jesus nunca fizera uma reivindicação messiânica, nunca institui qualquer sacramento, nunca predisse a sua morte e nem ressuscitou dentre os mortos. Dizia que Jesus era um engodo. — Essa atitude instigou a busca do Jesus verdadeiro.

A metodologia racionalista foi a predominante como método de pesquisa dessa busca e peculiar na primeira parte do século XIX. A polêmica desses estudos foi um terreno fértil para nascerem obras pró e contra Jesus. O interregno entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra Mundial foi a ocasião em que a busca do Jesus histórico foi abandonada, em função da falta de interesse pela procura e pelas dúvidas quanto a sua possibilidade. Entretanto, três fatores foram fundamentais para essa desistência:

Ernest käsemann, em 1953, reacendeu as chamas da busca do Jesus da história, propalando seu receio de que a lacuna entre o Jesus da história e o Cristo da fé era muito semelhante à heresia docética, que negava a humanidade do Filho de Deus. Como era de se esperar Kasemann decepcionou-se em seus intentos.

O avanço da ciência histórica não tem modificado a opinião universal acerca do Senhor Jesus. Prova disso é que, desde o mundo antigo na contemporaneidade encontramos mesmo que em forma diversificada a historicidade da pessoa bendita de Jesus de Nazaré.



Teologicamente existe menos controvérsia em relação à humanidade de Jesus que em relação a sua divindade, mas este tópico é igualmente importante.

Vemos o estudo do Jesus histórico nos seguintes motivos:

  1. Se Jesus não era um de nós, portanto humano, n’Ele não poderia haver salvação; a validade e a aplicabilidade da obra realizada na cruz dependem da realidade da sua humanidade, assim como a sua eficácia depende da genuinidade da sua divindade.
  2. Se Jesus não era um de nós não poderia realizar o tipo de intercessão que o sacerdote deve fazer em favor dos que representa (Hb 2.17).
  3. Se Jesus era um de nós e foi tentado como nós, então pode nos compreender e nos ajudar em nossas lutas como homem (Hb 2.18, 4.15-16).

A Bíblia dá várias indicações de que Jesus era uma pessoa completamente humana (corpo, mente e espírito “tricotomia”).

No aspecto físico

Na gestação e nascimento (Lc 2.4-7; Gl 4.4); embora sua concepção fosse singular, daquele ponto em diante o processo foi aparentemente o mesmo experimentado por qualquer ser humano.

No seu crescimento (Lc 2.52) Ele teve infância e adolescência como qualquer outra criança e adolescente de seus dias.

Na ascendência humana (Mt 1.1; At 13.22-23; Rm 1.3). Jesus possuía uma genealogia humana e teria herdado as características genéticas de seus antecessores; tanto José como Maria, eram da linhagem de Davi (tribo de Judá); a genealogia de Mateus é baseada em José (1.1-17) e a de Lucas em Maria (3.23-38).

Sua aparência pessoal (Jo 4.9, 20.15). Era de um homem de sua época, não transmitindo sobrenaturalidade em seu aspecto físico. (Is 53.3-11)

Suas limitações físicas: Fadiga (João 4:6), Fome (Mt 4.2, 21.18), Sede (Jo 4.7, 19.28), Sono (Mt 8.24), Dor (Mc 15.15-19).

Aspecto psicológico

a) Amor (Jo 13.23) b) Compaixão (Mt 9.36, 15.32) c) Sofrimento, tristeza (Mt 26.37; Lc 22.44; Jo 11.33-35). d) Alegria (Lc 10.21) e) Ira, indignação (Mt 21.12-13; Mc 3.5, 10.14). f) Surpresa e admiração (Lc 7.9, Mc 6.6). g) Solidão e abandono (Mc 14.32-34, 15.34). h) Capacidadecognitiva (Lc 2.52, Mc 13.28, Mt 23.37; Mc 9.21; Jo 4.17-18; Jo 11.13-14; Mc 13.32)

No aspecto espiritual

Como homem, Jesus limitou-se aos meios e métodos pelos quais o poder divino é obtido e experimentado pelo homem: a) Dependência da oração (Mc 1.35, Lc 6.12-13, ao todo 25 registros). b) Jejum (Mt 4.2) c) Tentação (Mt 4.1; Hb 4.15). d) Unção do Espírito (At 10.38) e) Participação nos cultos (Lc 4.16)


[1]dogmas definidos por um grupo. doutrina heterodoxa; heresia.


A divindade de Cristo é um dos tópicos doutrinários mais cruciais da nossa fé.

Conhecemos Jesus por meio do testemunho de pessoas que afirmaram tê-lo visto pessoalmente pregando sobre o Reino (At 1), realizando milagres, sendo crucificado e, finalmente, ressuscitado. Esses testemunhos foram tão convictos que aqueles que os transmitiram chegaram a dar suas vidas pela veracidade de suas palavras.

Jesus se considerava igual ao Pai e possuidor de fazer coisas que apenas Deus tem o direito de fazer. Embora a maioria das referências que Jesus fez sobre sua divindade não fosse explícita e aberta, tanto seus discípulos como seus opositores a interpretaram corretamente. Jesus nunca disse literalmente “Sou Deus”, mas suas alegações seriam impróprias se feitas por alguém menos do que Deus.

USO DE FIGURAS DE LINGUAGEM QUE ATESTAM SUA DIVINDADE: “EU SOU……”

  1. O pão da vida (Jo 6.35)
  2. A luz do mundo (Jo 8.12)
  3. A porta das ovelhas (Jo 10.7)
  4. O bom pastor (João 10.11)
  5. A videira verdadeira (Jo 15.1)
  6. A ressurreição e a vida (Jo 11.25)
  7. O caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6)
  8. Sua identificação com o Pai (Jo 10.30, 14.7-9).
  9. Sua autodenominação de Filho de Deus (Mt 16.15-16, 26.63-65; Jo 5.18, 19.7).

Este nome é dado a Jesus 40 vezes na Bíblia, além de outras referências indiretas como “meu filho” e “seu filho”.

Muitas fontes são consideradas para testificam do Jesus divino, vejamos algumas fontes históricas.

Fontes cristãs

Nas Escrituras temos: 1Co 1.15, 2.9; 1Co 15.4-7; 2Co 5.10; 2Tm 4.1; Jo 1.1; Hb 1:1-3; Fp 2.5-11.

Entre os livros sagrados do Novo Testamento, é especialmente os quatro Evangelhos e os quatro grandes epístolas de São Paulo, que são da maior importância para a construção da vida de Jesus.

Os quatro grandes epístolas paulinas (Rm, Gl e 1,2Co) não pode ser subestimada pelo estudante da vida de Cristo, pois eles têm sido por vezes chamado de “quinto evangelho”, a sua autenticidade nunca foi atacado por críticos sérios, a sua testemunho é também mais cedo do que o dos Evangelhos, pelo menos a maioria dos Evangelhos, é o mais valioso, porque é incidental e premeditado, é o testemunho de um escritor altamente intelectual e culto, que tinha sido o maior inimigo de Jesus, que escreve dentro de vinte e cinco anos de eventos que ele se refere.

Ao mesmo tempo estas quatro grande epístolas testemunho de todos os fatos mais importantes da vida de Cristo: a Sua descendência de Davi, sua pobreza, seu Messias, seu ensino moral, sua pregação do Reino de Deus, Seu chamado dos apóstolos , o seu poder milagroso, suas afirmações de ser Deus, sua traição, da instituição da Eucaristia, sua paixão, crucificação, sepultamento e ressurreição, suas aparições repetidas (Rm 1:3-4; 5:11; 8:2-3 ; 8:32; 9:5; 15:08, Gl 2:17, 3:13, 4:4; 5:21; 1Co v6:9, 13:4, etc).

Por mais importante das grandes epístolas podem ser, os evangelhos são ainda mais. Não que qualquer um deles oferece uma completa biografia de Jesus, mas eles representam a origem do Cristianismo pela vida de seu fundador. Questões como a autenticidade dos Evangelhos, a relação entre os Evangelhos sinóticos.

Fontes judaicas

— Philo:morre depois de 42 dC, é principalmente importante para a luz que ele lança sobre certos modos de pensamento e de fraseologia encontrados novamente em alguns dos Apóstolos. Eusébio (. Hist. Ecl, II, IV) preserva uma lenda que Philo tinha encontrado Pedro, em Roma, durante a sua missão sendo Caio Imperador, além disso, que em sua obra sobre a vida contemplativa ele descreve a vida da Igreja Cristã em Alexandria, fundada por Marcos, em vez do que o Essênios e Terapeutas.

— Josefo: O escritor não-cristão é o historiador judeu Flávio Josefo, nascido 37 d.C., ele foi contemporâneo dos Apóstolos, e morreu em Roma 94 d.C. Duas passagens em seus escritos”Antiguidades” que confirmam dois fatos dos registros inspirados cristãos que não são contestadas. No que ele relata o assassinato de “João Batista chamado” por Herodes (Ant., XVIII, v, 2), descrevendo também o personagem de João e do trabalho; no outro (Ant., XX, ix, 1), ele desaprova da sentença proferida pelo sumo sacerdote Ananias contra “Tiago, irmão de Jesus, que foi chamado de Cristo.” É antecedentemente provável que um escritor tão bem informado como Josefo deve ter sido muito bem familiarizado com a doutrina e a história de Jesus Cristo.

Ele registra os eventos de menor importância na história dos judeus, seria surpreendente se ele fosse para manter silêncio sobre Jesus Cristo. Consideração para os sacerdotes e os fariseus não o impediu de mencionar os assassinatos judiciais de João Batista e do apóstolo Tiago; seu esforço para encontrar o cumprimento das profecias messiânicas em Vespasiano não induzi-lo a passar em silêncio ao longo de várias seitas judaicas.Por isso, um aviso sobre Jesus Cristo em Josefo (Antiguidades XVIII, III, 3), parece satisfazer essa expectativa:

Sobre esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio (se é que é correto chamá-lo de homem, pois ele era um trabalhador de feitos surpreendentes, um professor de tais homens que recebem a verdade com alegria), e Ele chamou a si muitos judeusmuitos também de gregos. Este era o Cristo. E quando Pilatos, por denúncia daqueles…condenou-o à cruz, aqueles que pela primeira vez o amava não o abandonou (pois Ele lhes apareceu vivo novamente no terceiro dia, ….

Um testemunho tão importante como o anterior não poderia escapar ao trabalho dos críticos. Suas conclusões podem ser reduzidas a três categorias: 1. aqueles que consideram a passagem totalmente falsa;2. aqueles que consideram ser totalmente autêntico;3. e os que consideram que é um pouco de cada.



Existem alguns conceitos quanto a um criador do universo que o fez a partir da palavra ou verbo, vejamos alguns deles:

O grego “kyrios” é a transliteração do tetragrama hebraico YHWH (Javé ou Jeová); isto indica que Jesus é o próprio Deus no exercício de domínio de todas as coisas, torna-se nos escritos a designação mais frequênte de Jesus nas cartas de Paulo e na igreja gentílica sendo o cerne da mensagem de Paulo (2Co 4.5; 1Co 12.3). Existe a relação entre confessar e viver o senhorio de Cristo (1Co 1.2; Rm 10.13).

Expressão atribuída por Jesus a si próprio, nunca pelos discípulos (Mt 8.20; Mc 2.10; Lc 9.22) fez uso da expressão nos evangelhos sinóticos e aplica-se a três situações na vida de Jesus: ministério terreno, humilhação e morte, vinda gloriosa no futuro para inaugurar o reino de Deus. Os judeus aparentemente desconheciam o significado deste nome aplicado a um ser humano (Jo 9.35-36, 12.23, 34); provavelmente não havia conotação messiânica neste nome, mas sim uma alusão à própria divindade (Dn 7.13-14). Significando proclamação do caráter messiânico de Jesus e uma plena identificação com a humanidade culpada.

Nos evangelhos sinóticos Jesus refere-se poucas vezes a Deus como Pai (aprox. 35 vezes) contra 106 em João.

O propósito claro de João é tornar explícito o que os outros evangelistas deixam implícito; esta afirmação aparece em João desde o início (Jo 1.14, 32-34, 49), ao passo que nos sinóticos os discípulos aprendem este conceito somente a partir da metade do ministério de Jesus (Mt 16.13-16). João também destaca Jesus como o único Filho de Deus (Jo 1.18, 3.16,18); o significado desta ênfase é distinguir a natureza de relacionamento que Jesus tinha com o Pai da natureza, dos relacionamentos com outros filhos de Deus (Jo 20.17). Características desse relacionamento especial são:

O ponto de partida mais apropriado para entender a natureza da missão que Deus nos delegou como igreja é a missão que, segundo os quatro evangelhos, Jesus Cristo levou a cabo durante seu ministério terreno.



Podemos ter conhecimento da realidade de Deus (Jo14.9; Hb 1.1,2). A redenção está à disposição de todos os homens, pois a morte de Cristo é suficiente para todos. Deus e a humanidade, uma vez separados pelo pecado, foram religados por iniciativa do próprio Deus. Cristo merece nosso louvor e adoração (Fp 2.9-11).

Deus pode ser conhecido definitiva e pessoalmente em Cristo:“Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (Jo1.18); “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).

A redenção é possível e foi realizada em Cristo:“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5).

No Cristo ressurreto, entronizado nós temos um Sumo Sacerdote que simpatiza conosco que tem um poder infinito para suprir nossas necessidades: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15).

Adoração e obediência a Cristo são apropriadas e necessárias a sua identidade.

Aqui estão mais alguns tópicos para aprofundar o entendimento sobre a Divindade de Cristo:

1. Cristo como Imagem do Deus Invisível

2. Cristo Participa da Criação

3. Cristo Perdoa Pecados

4. Cristo como Senhor do Sábado

5. Cristo Recebe Adoração

6. Cristo como Verbo de Deus

7. Cristo é Eterno

8. Cristo é Senhor sobre a Vida e a Morte

9. Cristo é o Juiz dos Vivos e dos Mortos

10. Cristo como Alfa e Ômega

Esses tópicos ajudam a demonstrar de forma clara e bíblica a divindade de Cristo, estabelecendo sua identidade como Deus.



É todas doutrina contrária ao que foi definido pela Igreja em matéria de fé, ofenciva aos dogmas estabelecidos.Algumas dessas doutrinas heréticas são: docetismo, adocionismo, arianismo, apolinarismo, nestorianismo, ebionismo, monarquianismo, modelismo, macedonianismo, etc., na qual veremos algumas.

Para uma melhor compreensão veremos qual a diferença entre “seita” e “heresia”.

— Heresia: podemos afirmar que, um herege (o que comete uma heresia) é um cristão professo que está errado com relação a alguma verdade particular.

— Seitas: porém, não são absolutamente cristãs, são na verdade contrafações do cristianismo. Falando num sentido mais simplificado, seita é a “devoção a uma pessoa ou coisa particular, dedicada por um grupo de adeptos”. Entretanto, as seitas, em sua maior parte, são o produto final das heresias, ou seja, o resultado da fermentação herética na massa da igreja.

É importante destacar que, nem toda heresia culmina na formação de uma seita, mas toda seita possui em seu conteúdo doutrinário elementos heréticos.

Docetismo do grego “dokeo” = parecer: a divindade nunca poderia tornar-se realmente material, já que a matéria é inerentemente má, ao passo que Deus é puro (a carta de 1João foi escrita basicamente para combater o docetismo (1Jo 1.1-2, 4.1-3).  Ensinavam que Cristo apareceu na pessoa de Jesus, mas que este nunca foi realmente um ser humano.

Para eles, Jesus apenas se parecia com o homem. Toda a sua existência na terra teria sido uma farsa; Ele teria fingido ser carne e sangue, visando ao bem dos discípulos.

De Apolinário, bispo sírio de Laodicéia do século IV. Afirmava que Jesus era humano somente fisicamente, mas sua alma era divina (uma leitura limitada de Jo 1.14, propondo que apenas o “verbo” é que se encarnara, o restante era divino; uma maneira de acomodar o problema da natureza dual de Jesus.

Tentando criar um modo de explicar a natureza de Jesus, sua humanidade e divindade, segundo o qual Jesus Cristo teria um corpo humano, porém dotado de uma mente exclusivamente divina.

Ário, 256-336 d.C., bispo de Alexandria, foi o autor desta heresia que causou muita polêmica nos primeiros séculos da era cristã. O arianismo foi condenado no concílio de Nicéia (325) e Ário foi exilado, mas sua doutrina não morreu, continuando a gerar polêmica e causando divisão entre as igrejas cristas. Finalmente foi banida pelo imperador Teodósio I em 379 d.C.

— Para Ário,Jesus era um ser criado, apesar de ser o mais elevado dos seres, portanto não era divino e não tinha existência própria. Somente Deus, o Pai, é eterno e a origem de todas as coisas. Baseava-se em textos bíblicos que sugeriam inferioridade ou imperfeição de Jesus em relação ao Pai (Jo 14.28, Mc 13.32). 

Uma variedade do arianismo subsiste até hoje através das Testemunhas de Jeová.

Nestório, bispo de Constantinopla, séc. V, que em seus estudos sob a tutela de Teodoro de Mopsuéstia, na “Escola de Antioquia”[1] foi decisivamente influenciado por esta, e em especial pela figura de Paulo de Samosata.

Buscou elaborar uma maneira de explicar a face humana de Jesus e a natureza divina de um modo que preservasse a integridade natural das duas realidades na mesma pessoa. Em sua concepção, não podia conceber uma natureza (physis) humana sem uma pessoa (prosopon) ligada a ela. Acreditavam os seguidores desta doutrina que Jesus unia em si duas entidades: o Verbo e o Homem, sendo, porém, que as duas pessoas eram tão unidas que quase podiam ser encaradas como única entidade. Nestório, assim, atribuía a Cristo duas partes ou divisões, uma humana, outra divina. Quando Jesus realizava ações comuns a qualquer outro ser humano, era a parte humana que estava em evidência no momento, mas quando realizava os atos de natureza divina, acreditava ele que a parte divina estava em ação. A filosofia nestoriana também não reconhecia Maria como mãe do Senhor (theotokos), ensinando que ela deu à luz um ser que foi o instrumento da divindade (christotokos), mas não a própria divindade.

Jesus de Nazaré era um homem comum que possuía dons incomuns, mas não era divino. Rejeição do nascimento virginal. O Cristo encarnou-se em Jesus somente por ocasião do batismo e afastou-se dele no final de sua vida. Esta doutrina pretendia resolver a questão da divindade de Jesus e a concepção monoteista de Deus. Palavra significa “pobres”, é uma das ramificações do cristianismo primitivo,que pregava que Jesus de Nazaré não teria vindo abolir a Torá, e que considerava Paulo de Tarso um apóstata. Desta forma, pregavam que tanto judeus como gentios convertidos deveriam seguir os mandamentos da Torá, o que levou a um choque com outras ramificações do cristianismo e do judaísmo.

As informações sobre os ebionitas ficaram registradas nos escritos dos pais da igreja. Pelas informações que constam naqueles escritos, vemos que os ebionitas criam que é necessário obedecer a todos os mandamentos da Lei de Moisés, inclusive ao mandamento de fazer a circuncisão; que os gentios que se convertem a Deus devem fazer a circuncisão e devem obedecer a todos os mandamentos da Lei; que Jesus Cristo é o Messias, mas não é Deus; que Ele não nasceu de uma virgem, mas sim foi gerado por José; que Paulo de Tarso foi um apóstata da Lei e não foi um verdadeiro apóstolo de Jesus Cristo; que as Escrituras Sagradas são somente o Antigo Testamento, e que eles usavam um único evangelho (chamado de evangelho dos ebionitas), que era considerado como sendo o Evangelho segundo Mateus, escrito em hebraico, e era menor do que o Evangelho segundo Mateus em grego e canônico, que é usado pelos cristãos

Podemos dizer que a primeira tentativa sistemática de conciliar unidade e pluralidade em Deus professava a unidade com detrimento da pluralidade. Chamou-se, por isto, monarquianismo, expressão derivada da exclamação: ― Monarchiam tenemus. Conservamos a monarquia‖ (Tertuliano, Adversus Praxeam). Alguns escritores cristãos julgavam que o Verbo “Logos” ou o Filho de Deus só se tornara pessoa no tempo; em vista da criação do mundo. O Pai teria gerado ou emitido o Logos, de modo a constituir a segunda Pessoa da Trindade. Esta concepção negava a eternidade do Filho de Deus e o subordinava ao Pai. Todavia os defensores dessa teoria afirmavam a Divindade do Filho, de modo que não suscitavam grave polêmica na sua época.

Apresentava duas fórmulas:

Monarquianismo dinamista:

Professou que Jesus era mero homem, o qual no momento do batismo terá sido revestido de poder (dynamis) divino; foi, portanto, um homem adotado por Deus como Filho, com intensidade especial.

Monarquianismo modalista:

Esta corrente ensinava que o Filho era o próprio Pai ou uma modalidade pela qual o Pai se manifestava; por conseguinte, o Pai terá padecido na cruz (donde o nome patri, de pater, pai; passianismo, de passus, padecido).Tal doutrina, devida a Noeto de Esmirna, foi levada para Roma e Cartago (África), dando origem ao partido patripassiano, que muito agitou a comunidade de Roma. 

Estendido por Sabélio, este pregador professava três revelações de Deus: uma como Pai, na criação e na legislação do Antigo Testamento; outra como Filho, na Redenção; e a terceira, como Espírito Santo, na obra de santificação dos homens. Designava cada uma dessas manifestações como prósopon, palavra grega que significava originariamente “máscara ou papel de ator de teatro”, visto que posteriormente prósopon significou também pessoa.A doutrina de Sabélio tornou-se ambígua e conquistou muitos adeptos, que de boa fé lhe aderiram sem querer negar a trindade de Pessoas em Deus. Como se vê, o grande problema consistia em afirmar a Trindade de Pessoas em Deus sem cair no triteísmo ou sem professar três deuses.

Macedonianismo – séc. IV

Seu nome surgiu do Bispo ariano de Constantinopla Macedônio I, e que negava a divindade do Espírito Santo. Os seguidores dessa nova abordagem radical também foram chamados pneumatómacos, “adversários do Espírito”. No Concílio de Nicéia, Atanásio, ao combater o arianismo, defendia também a divindade e a consubstancialidade do Espírito Santo. Por isto, um sínodo de Alexandria em 362 reconheceu a Divindade do Espírito Santo, conforme símbolo da fé no artigo 32 do concílio “Senhor e Fonte de Vida, que procede do Pai (cf. Jo 15,26), adorado e glorificado juntamente com o Pai e o Filho, e falou pelos Profetas.


[1](uma das grandes escolas de exegese e teologia bíblica durante o final da Antiguidade),


O Senhor Jesus não veio ao mundo por acaso. Houve um planejamento da parte de Deus antes da fundação do mundo, preparando o cenário da sua existência como homem. Do ventre da virgem à sua ascensão, os seus passos, palavras e atos foram preditos com antecedência de séculos.

O plano de Deus na formação das Escrituras e na redenção do homem não poderia se completar sem a presença de seu Filho.

Sabemos que o Novo Testamento não existiria se Jesus não tivesse vindo; ele é formado por sua vida, suas palavras e obras, tanto as que foram realizadas durante a sua vida terrena, como as realizadas pelos apóstolos e discípulos sob a autoridade de seu nome (At 3.16). Com efeito, os dois Testamentos se completam em Cristo. Sem a sua Pessoa jamais estariam completos. Portanto, em Cristo temos a confirmação de tudo quanto estava escrito a seu respeito e de Deus no V.T.

Todos, agora, sem exceção, podem pregar a sua Palavra e afirmar que Deus é o Deus da verdade, pois todos os vaticínios que falaram de Cristo, nos mínimos detalhes, foram cumpridos fielmente!

Seguindo, vejamos algumas profecias acerca de Cristo que tiveram o seu cumprimento nos tempos do Novo Testamento são:



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Grade Teologia Médio I, II

. Liberação do módulo na sequência da conclusão do módulo anterior
. Duração Curso 7 meses (Máximo 10 meses)
. Pode sofrer alteração das disciplinas

Módulo I

  1. Sociologia da Religião 30h
  2. História do Cristianismo I – Antigo e Medieval 30h

Módulo II

  1. Hebraico I 30h
  2. Teologia Bíblica II 30h

Módulo III

  1. Hermenêutica Bíblica 30h
  2. Língua Portuguesa + Homilética II 30h

Módulo IV

  1. Ética Cristã II e Bioética 30h
  2. Antropologia Cultural 30h

Módulo V

  1. Teologia Sistemática I: Profetas e Reis 30h
  2. Contexto e ambiente do N.T 30h

Módulo VI

  1. Filosofia da Religião 30h
  2. Teologia Paulina 30h

TPA- Trabalho Prática Acompanhada-Conclusão.. 30h

por TeoPrProf Sergio Valentin Grizante